A visibilidade em IA está se tornando uma métrica importante para empresas que querem ser encontradas no ChatGPT, Gemini, AI Mode e outros mecanismos generativos. Agora, uma análise baseada em 9 milhões de respostas de inteligência artificial ajuda a entender melhor o que realmente faz uma marca aparecer.
Os dados foram apresentados por Nikki Lam, SVP de SEO da NP Digital, e analisam respostas em nove plataformas e mais de 400 marcas empresariais.
O levantamento ganhou repercussão no Search Engine Land e coloca em xeque algumas ideias que se tornaram comuns no mercado de GEO.
E há um ponto especialmente relevante: não existe um único formato mágico para conseguir citações nas IAs. Autoridade, presença fora do próprio domínio e profundidade temática aparecem como fatores muito mais consistentes.
O que o estudo sobre visibilidade em IA analisou?
A pesquisa apresentada por Nikki Lam utilizou aproximadamente 9 milhões de respostas geradas por IA, cobrindo nove plataformas e mais de 400 grandes marcas.
Segundo os dados publicados pela NP Digital, o estudo buscou confrontar algumas das principais hipóteses que surgiram com o crescimento do GEO, o Generative Engine Optimization.
Isso inclui questões como o peso de listas, avaliações positivas, Reddit, páginas do próprio site e fontes de terceiros.
Os resultados reforçam algo que já discutimos no conteúdo da Bloomin sobre técnicas de GEO para aparecer nas LLMs: otimizar para IA envolve construir uma presença digital compreensível, consistente e respaldada por diferentes fontes.
Fontes de terceiros dominam buscas com intenção comercial
Um dos números mais relevantes aparece nas consultas comerciais.
Segundo o estudo, 82% das citações encontradas em prompts com intenção comercial apontavam para páginas de terceiros. Apenas cerca de 3% levavam para páginas pertencentes diretamente às marcas analisadas.
Isso muda bastante a forma de enxergar uma estratégia de conteúdo. Quando alguém pergunta a uma IA qual produto escolher, qual empresa contratar ou quais são as melhores opções de determinado mercado, a resposta não depende apenas do que a própria empresa publica sobre si.
A confirmação externa ganha espaço.
| Fonte ou comportamento |
Resultado observado |
| Fontes de terceiros em prompts comerciais |
82% das citações |
| Conteúdo próprio em prompts comerciais |
3% das citações |
| Citações vindas de páginas comuns |
64% |
| Impacto de uma citação no próprio domínio |
até 5x |
| Impacto associado ao YouTube |
2,8x |
| Impacto associado ao LinkedIn |
2,7x |
| Impacto associado ao Reddit |
2,4x |
Os números são da pesquisa divulgada pela NP Digital e devem ser interpretados dentro da amostra analisada, e não como regras universais de todas as plataformas.
Terceiros são importantes, mas seu próprio site continua essencial
Olhar para os 82% pode gerar uma conclusão precipitada: se as IAs preferem terceiros, investir no próprio site deixou de valer a pena.
Os próprios dados indicam o contrário.
Embora citações de páginas próprias sejam menos frequentes, quando uma IA cita diretamente o domínio da empresa, a visibilidade da marca pode aumentar em até cinco vezes dentro da amostra analisada. Foi o maior impacto observado no estudo.
Isso reforça a necessidade de trabalhar SEO e GEO juntos. No artigo sobre como a Bloomin aplica GEO para posicionar marcas na era da IA, mostramos justamente como conteúdo próprio, E-E-A-T, dados estruturados e autoridade externa fazem parte da mesma estratégia.
Seu site continua sendo a fonte sobre a qual você tem maior controle. A diferença é que ele passa a fazer parte de um ecossistema maior de referências.
Listas e comparativos não são um atalho para aparecer nas IAs
Outro dado chama a atenção de quem começou a adaptar toda a produção editorial pensando em formatos supostamente preferidos pelas LLMs.
Cerca de 64% das citações analisadas vieram de páginas consideradas comuns, e não especificamente de listicles, tutoriais ou comparativos.
Isso sugere que transformar qualquer conteúdo em uma lista com “10 melhores opções” dificilmente resolverá sozinho um problema de visibilidade em IA.
A IA precisa encontrar um trecho que responda bem à pergunta realizada. Uma página aprofundada, organizada e específica pode cumprir melhor esse papel do que um conteúdo criado apenas para reproduzir um formato considerado amigável aos mecanismos generativos.
É um princípio próximo ao answer first, formato que a Bloomin utiliza para entregar a resposta principal rapidamente e depois aprofundar o tema.
YouTube supera Reddit no impacto sobre a visibilidade
O Reddit ganhou muita atenção desde que profissionais de SEO começaram a analisar as fontes utilizadas por ChatGPT, Perplexity e outras plataformas.
Mas os dados apresentados nessa pesquisa colocam outra plataforma à frente.
O YouTube registrou impacto de 2,8 vezes na visibilidade, seguido pelo LinkedIn, com 2,7 vezes, e pelo Reddit, com 2,4 vezes. G2 e Gartner também aparecem na análise.
Um possível motivo está na quantidade de informação disponível nos vídeos. Transcrições completas entregam textos extensos, linguagem conversacional, contexto e associações claras entre marcas e assuntos.
Para empresas, isso amplia o conceito de conteúdo otimizado para IA. Blog, vídeos, relações públicas, comunidades, redes profissionais e menções externas deixam de funcionar como iniciativas completamente separadas.
Uma citação da IA nem sempre significa visibilidade de marca
Existe outra diferença importante: ser fonte não significa necessariamente ter a marca mencionada.
De acordo com a pesquisa, em alguns recortes analisados, até 75% das respostas que utilizavam uma página de determinada empresa como fonte não citavam explicitamente o nome da marca.
Esse dado ajuda a explicar por que medir apenas o número de links ou citações pode fornecer uma visão incompleta.
A análise precisa incluir share of voice, menções da marca, presença em prompts estratégicos, tráfego proveniente das plataformas de IA e associação semântica com temas importantes para o negócio.
Na prática, isso aproxima GEO de uma estratégia de marca. Nosso conteúdo sobre GEO versus SEO aprofunda justamente essa diferença entre disputar posições tradicionais e conquistar presença dentro das respostas.
O que as marcas podem fazer para aumentar a visibilidade em IA?
Os 9 milhões de resultados analisados não apontam para um hack. Eles mostram uma combinação de sinais.
Uma estratégia de visibilidade em IA precisa trabalhar diferentes frentes:
- construir profundidade temática no próprio site;
- conquistar menções relevantes em sites e publicações externas;
- produzir conteúdo original e específico;
- desenvolver presença em canais como YouTube e LinkedIn;
- estruturar conteúdos para responder perguntas reais;
- acompanhar citações e menções, e não somente tráfego;
- manter informações sobre produtos, serviços e marca consistentes em diferentes ambientes.
Esse conjunto também explica por que SEO e GEO precisam trabalhar juntos. A autoridade necessária para aparecer nas IAs não nasce apenas dentro do ChatGPT ou do Gemini.
Ela é construída no ecossistema digital inteiro.
Visibilidade em IA exige autoridade dentro e fora do site
A principal mensagem do estudo talvez seja justamente a mais simples: GEO não deve ser tratado como uma coleção de truques para convencer uma inteligência artificial a citar determinada página.
As marcas mais consistentes na pesquisa compartilhavam características como cobertura temática aprofundada e presença relevante em fontes externas.
E existe uma oportunidade clara aqui. Empresas que conectarem conteúdo próprio, SEO, relações públicas digitais, presença em terceiros e mensuração de IA terão uma visão mais completa da jornada de descoberta.
A Bloomin trabalha justamente essa integração. Nossa estratégia de GEO para buscas de IA combina conteúdo, auditoria, autoridade, RP digital e mensuração para entender onde e como uma empresa aparece nas respostas generativas.
Quer descobrir o que ChatGPT, Gemini e outras IAs respondem sobre sua empresa e seus concorrentes? Fale com a Bloomin e entenda quais oportunidades podem ampliar a presença da sua marca nas novas jornadas de busca.