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Google lança filtro para pesquisas com marca no Search Console
Por Bloomin9 min de leitura

Google lança filtro para pesquisas com marca no Search Console

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Google libera filtro para pesquisas com marca no Search Console e facilita a análise entre tráfego de brand e non-brand

Tem momentos em que o Google solta uma atualização e a gente pensa: “Finalmente, isso vai facilitar muita coisa”. O novo filtro para pesquisas com marca no Search Console é exatamente isso.

Um recurso simples, mas que muda a forma como analisamos desempenho orgânico, especialmente para quem vive equilibrando tráfego de marca e tráfego de descoberta.

Se você já passou horas tentando separar manualmente as buscas que contêm o nome da sua empresa, sabe bem o quanto isso era limitado. Regex, listas, planilhas, tudo meio improvisado. Agora, o Google assume essa tarefa e entrega um filtro nativo, mais inteligente e bem mais próximo da realidade.

E é por isso que essa novidade importa. Porque diferenciar quem já conhece a sua marca de quem está descobrindo você pela primeira vez é essencial para qualquer análise séria de SEO, crescimento orgânico e brand lift.

Vamos direto ao ponto: o que muda, como funciona e como aproveitar o recurso no seu dia a dia.

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O que é o novo filtro para pesquisas com marca

O filtro para pesquisas com marca, lançado em novembro de 2025, é um novo recurso dentro do Relatório de Desempenho do Search Console que permite separar consultas branded (com marca) e non-branded (sem marca).

O objetivo é simples: facilitar a leitura do desempenho do site e deixar claro quanto do tráfego orgânico vem de quem já conhece a marca — e quanto vem de quem está chegando pela primeira vez.

Segundo o Google, uma consulta com marca inclui:

  • o nome oficial da empresa (ex.: Google);
  • erros ortográficos (ex.: Gogle);
  • produtos ou serviços associados (ex.: Gmail, Google Forms);
  • menções indiretas que identifiquem a marca.

Esse ponto é importante porque o filtro não depende mais de palavras específicas digitadas pelo usuário. É uma classificação orientada por IA — algo que supriu uma limitação histórica de quem trabalha com SEO.

Por que esse filtro importa tanto para marcas

O mercado sempre tratou “brand vs. non-brand” como uma métrica essencial. Não só pelo tráfego em si, mas pelo que ele revela sobre maturidade da marca, capacidade de atração orgânica e impacto das ações externas — mídia, PR, campanhas offline, reputação, branding.

Agora, com o filtro para pesquisas com marca, algumas análises ficam muito mais claras:

  1. Quanto do tráfego orgânico realmente vem da força da marca?
    Antes, era quase um chute educado. Agora, é dado.
  2. Como as pessoas descobrem conteúdos quando ainda não conhecem a empresa?
    Isso mostra oportunidades reais de crescimento orgânico.
  3. O brand awareness está aumentando ou estagnado?
    Para times de marketing, isso é crucial para entender se a marca está ganhando relevância.
  4. Quais páginas performam melhor quando o usuário já tem intenção de marca?
    Aqui surgem insights valiosos para otimizar navegação, conversão e páginas-chave.
  5. A empresa depende demais de buscas de marca?
    Dependência excessiva é sinal de risco: falta potencial de descoberta.

Esse tipo de clareza muda decisões estratégicas. O impacto é real.

Como funciona a classificação das consultas com marca

O ponto mais interessante do lançamento é que o Google não usa regex para classificar as consultas.
Não é um filtro que você mesmo define, é um modelo interno de IA, treinado para identificar:

  • Nome da marca em vários idiomas;
  • Erros e variações comuns;
  • Produtos associados;
  • Termos que se referem ao site mesmo sem citar o nome.

É uma classificação contextual, não literal.

O Google deixou claro que alguns casos podem ser classificados incorretamente. Isso acontece porque a IA considera contexto, intenção e referências do universo da marca.

E é exatamente isso que torna o filtro mais poderoso do que qualquer regex já usada em ferramentas externas. Ele é mais próximo da forma como usuários reais pensam e pesquisam — não apenas do que digitam.

Onde o filtro aparece no Search Console?

O filtro para pesquisas com marca aparece dentro do Relatório de Desempenho, em Resultados da Pesquisa.

Ele pode ser aplicado a todos os tipos de busca:

  • Web;
  • Imagens;
  • Vídeos;
  • Notícias.

Além disso, o Google adicionou um cartão novo no Search Console Insights, com a proporção de cliques entre:

  • tráfego de marca;
  • tráfego sem marca.

Isso deixa a visão bem mais intuitiva para equipes de marketing que não vivem no dia a dia de SEO, mas precisam entender o impacto da marca.

Quando o novo filtro aparece (ou não)

Nem todos os sites verão o filtro imediatamente. Segundo o Google, existem três condições para que o recurso seja habilitado:

  1. A propriedade precisa ser nível raiz (não funciona em subdomínios ou caminhos).
  2. O site precisa ter volume suficiente de consultas para que a IA consiga identificar padrões.
  3. O recurso está sendo liberado gradualmente nas próximas semanas.

Se o seu Search Console ainda não mostra a opção, não é problema técnico. É só o rollout acontecendo.

O que muda na análise de SEO a partir de agora

A divisão entre pesquisas com marca e sem marca sempre foi um divisor de águas na performance orgânica. Ela separa intenções muito diferentes e cria métricas que orientam decisões mais inteligentes.

Agora, com o filtro nativo, isso fica ainda mais estratégico.

1. Entender o quanto o crescimento vem de descoberta

Se o tráfego aumenta, mas é todo de marca, isso não necessariamente significa que o SEO melhorou. Pode ser:

  • mais busca por causa de campanhas;
  • aumento de brand awareness;
  • efeito de mídia espontânea;
  • variações sazonais.

Com o filtro non-brand, você finalmente vê o que é, de fato, crescimento orgânico real.

2. Identificar gargalos de conteúdo

Se suas páginas de topo de funil performam melhor em non-brand, ótimo. Se não performam, é um sinal claro:

  • Faltam conteúdos de descoberta;
  • A concorrência domina o topo do funil;
  • O posicionamento da marca ainda está fraco.

Esses sinais não eram tão visíveis antes.

3. Mensurar impacto de mídia, PR e campanhas offline

Quando campanhas aumentam a busca pela marca, o tráfego de brand sobe imediatamente. Agora fica muito mais fácil provar esse efeito e mostrar a conexão direta entre branding e tráfego orgânico.

4. Otimizar páginas orientadas à intenção de marca

Consultas com marca geralmente têm CTR muito mais alto e posição média melhor.
Isso ajuda a identificar:

  • Quais páginas representam melhor a marca;
  • Quais precisam de melhorias;
  • Quais estão recebendo tráfego que deveria ir para páginas mais estratégicas.

É uma visão de performance mais madura.

Casos práticos: como usar o filtro para pesquisas com marca na rotina

Criar dashboards mais inteligentes

Separar brand vs. non-brand deve entrar como padrão em qualquer relatório sério de SEO.
Com o filtro nativo, isso fica muito mais preciso.

Priorizar conteúdos que atraem novos usuários

Quando você olha só non-brand, enxerga:

  • quais temas têm maior potencial de descoberta;
  • o que realmente traz novos visitantes;
  • onde a concorrência é mais forte.

Isso orienta o calendário editorial de forma muito mais estratégica.

Alinhar SEO com branding

Se o tráfego de marca cresce, é um indicador claro de que a marca está ganhando relevância.
Isso ajuda equipes de branding e SEO a conversarem melhor — e até a provar resultados em comitês internos.

Evitar conclusões distorcidas

A falta do filtro distorcia análises como:

  • “o tráfego caiu” (mas só caiu o de marca)
  • “crescemos organicamente” (mas só o brand subiu)
  • “nossas páginas de conteúdo não performam” (mas non-brand está forte)

Agora você lê os dados com mais precisão.

O que esperar dessa atualização no futuro

Essa mudança é um sinal claro de para onde o Search Console está indo.
Tudo indica que o Google:

  • quer facilitar análises orientadas à intenção;
  • quer aproximar SEO do branding;
  • quer reduzir a dependência de filtros manuais;
  • quer entregar insights mais próximos do comportamento real dos usuários.

Com a IA avançando, faz sentido que o Google comece a distinguir intenção, contexto e relacionamento com a marca de forma mais precisa.

Como o filtro para pesquisas com marca fortalece sua estratégia

O lançamento não é apenas um novo botão. Trata-se de uma forma mais madura de interpretar dados — algo que profissionais de conteúdo, marketing e SEO vinham pedindo há anos.

Com ele, você consegue:

  • Entender quem já te conhece e quem está descobrindo sua marca;
  • Avaliar com mais precisão o impacto do seu branding;
  • Otimizar conteúdos e páginas segundo a intenção do usuário;
  • Tomar decisões mais sólidas sobre investimento e posicionamento.

E, no fim das contas, isso aproxima o SEO de algo mais estratégico e menos operacional.
Mais sobre pessoas, intenção e comportamento — menos sobre planilhas e filtros manuais.

Se você quer entender como essas mudanças impactam sua estratégia orgânica — e como aproveitar ao máximo o novo filtro — fale com nossos especialistas da Bloomin. Vamos te ajudar a transformar dados em crescimento real.

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